sexta-feira, 8 de agosto de 2014

10 filmes sobre montanhas

A prática do montanhismo sempre rendeu histórias reais ou elementos para incrementar a imaginação. Dramas, sucessos, fracassos, terror, comédias....todos os gêneros têm suas tramas contadas entre paisagens inóspitas, picos nevados e visual pra lá de inspirador.

No Brasil temos uma mostra dedicada exclusivamente a este gênero, que é a Mostra Internacional de Filmes de Montanha, com a primeira edição em 2001 no Rio de Janeiro e neste ano de 2014, prestes a iniciar a 14ª edição (clique aqui para ver o site oficial da Mostra)

Para aproveitar o fim de semana e entrar no clima, fizemos uma lista dos melhores filmes (mesclando entre hollywoodianos e alternativos) que tem a montanha como cenário de fundo.
Limite vertical
O curta-metragem de autoria do escalador Felipe Camargo no qual ele conta suas experiências no ano de 2012. É uma ótima oportunidade para ver em tela diversas paisagens brasileiras enfrentadas por Felipe e ainda se interessar pelas histórias de escalada dele. Disponível no YouTube, o vídeo tem bastante receptividade até internacionalmente. Limite Vertical (Vertical Limit)

Hollywoodiano, com tudo o que isto significa. Um dos filmes com a maior quantidade de erros em todos os filmes de escalada. Chris O'Donnel é um jovem alpinista, que organiza uma arriscada expedição ao K2 para salvar a irmã e seu grupo, que estão isolados na montanha. anos antes, ele fora obrigado a cortar a corda de seu pai para salvar a própria vida e a da irmã, decisão que o abalou e o fez retirar-se precocemente. Produção caprichada, o filme prende a atenção, apesar do roteiro com falhas técnicas na escalada. Maioria das cenas que deveriam ser no “Monte K2″ foram filmados na Nova Zelândia.

Veja o trailler:
 
Caminho Teixeira
Outro curta-metragem brasileiro que é uma aula de história tanto para praticantes quanto para a população em geral. Trata da conquista do Dedo de Deus, em abril de 1912, por escaladores brasileiros. O filme traz uma retrospectiva que recria com personagens esse fato, com os escaladores que lembram os pioneiros e reconstrução até mesmo do cenário da época.

Na Natureza Selvagem (Into the wild)Um filme super cabeça, e também super comentado por 10 entre 10 montanhistas. Não é exatamente sobre montanhas, mas sim uma jornada espiritual para encontrar a essência interior em uma experiência cercado unicamente pela natureza, sem suprimentos ou equipamentos. “Na Natureza Selvagem” conta a história real de Christopher McCandless que viajou pela América do Norte e viveu em meio a natureza intocada do Alasca no início dos anos 90. São passagens incríveis que tratam da aproximação com a natureza e o espírito humano, um filme imperdível. Uma boa pedida para qualquer pessoa, mesmo quem nunca teve contato com a montanha.

Veja o trailler:

127 horas
Outro drama biográfico, “127 horas” fala sobre a experiência extraordinária do escalador Aron Ralston, que ficou preso por 127 horas em uma pedra em Roosbers Roost, Utah, em abril de 2003. Indicado para o Oscar de melhor filme e melhor ator (James Franco), a produção conta com uma fotografia incrível dos canyons americanos e uma história de superação.
Veja o trailler:


First Ascent
Essa é uma produção dedicada aos que já praticam o montanhismo e trata com teor mais técnico a escalada. O documentário traz depoimentos de pessoas ao redor do mundo que tentam ser os primeiros a conquistar algum pico nas mais diversas facetas do esporte.

The Sharp End
Mais um documentário, mas cheio de adrenalina e tensão. Nas imagens, os escaladores mais insanos que vivem situações de perigo e risco. Em várias cenas, momentos de problema durante a subida e movimentos irrepetíveis por parte desses praticantes.

Sete anos no Tibet
Pode não ser um filme focado na escalada de uma montanha, mas trata da história de transformação de um alpinista. Ao tentar escalar o pico Nanga Parbat, na Índia, ele fracassa e acaba tendo que fugir da captura inglesa. Buscando se refugiar, acaba chegando a Lhasa no Tibet e se tornando muito próximo de Dalai Lama e conhecendo profundamente o budismo.

One Run Fun
Com 5 minutos, o One Run Fun é um excelente exemplar de curtas que fazem com que você se sinta parte da prática. Filmado com uma GoPro, é um filme totalmente imagético, com uma boa sonorização. Não foi muito bem recebido pela crítica, mas é um filme muito interessante para quem está iniciando na prática do montanhismo é deseja sentir o esporte.

King Lines
Chris Omprakash Sharma é um dos maiores nomes do boulder. Como a prática exige muita força nas mãos e pés e um preparo físico e técnico intenso, temos a combinação exata de um filme emocionante e técnico. É uma boa pedida para quem busca outras práticas de contato com a motanha através da experiência de um esportista premiado.

Tocando o vazio (Touching the void)
Assim como o 'Natureza Selvagem, esté é outro filme que 9 dos 10 montanhistas que você convive vai falar sobre. É um dos filmes mais famosos sobre o tema. Trata-se de um documentário sobre os dois alpinistas que escalaram os 6.400 metros de Siula Grande, na região andina peruana. Após alcançarem o topo em apenas 3 dias, um deles é acometido por um desastre e quebra a perna direita. Sem alimentos e com o frio desumano em altitudes extremas a morte era certa, mas se transforma em uma inacreditável história de superação.

Valley Uprising
Ainda em produção, é uma promessa para quem se interessa pela história do esporte. Com imagens históricas e inéditas, busca contar detalhadamente a primeira escalada do Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia. O filme contará com entrevistas de lendas vivas da expedição e declarações com astros recentes da escalada nos Estados Unidos.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Roupas tecnológicas - X-Sensor da Solo

http://www.ceroula.com.br/segunda-pele-calca-x-sensor-if-solo-feminina~193~114~45~ponta-de-estoque~solo-x-sensor-ifA tecnologia aplicada ao vestuário não é novidade pra ninguém, e a cada ano que passa, os departamentos de desenvolvimento das empresas aprimoram e superam suas próprias criações. Ciência e moda deram as mãos e caminham lado a lado, somados a criatividade dos estilistas e a disponibilidade de novos materiais, escolher uma roupa só pela beleza logo estará ultrapassado.



Um exemplo disto é a linha X-Sensor da Solo. Acoplada à várias funcionalidades, resolvemos dfazer um post especial sobre ela para destacar uma por uma e explicar melhor como funcionam e o que podemos extrair de toda esta tecnologia.

Texto a seguir retirado do site da Solo:


A prática de atividades intensas em temperaturas quentes, e sob a ação direta dos raios solares pode expor seu corpo ao calor e a transpiração em excesso, fatores muito prejudiciais à sua vitalidade.

Roupas inteligentes tornam-se aliadas indispensáveis para manter o bem-estar mesmo diante de condições extremas.

Para oferecer uma solução ímpar em bem-estar e funcionalidade, a SOLO® desenvolveu o X-Sensor™ Base Layer, segunda pele construída com o exclusivo tecido Icefil®, dotado de tecnologias exclusivas que aliam equilíbrio térmico, conforto e proteção por meio de três benefícios: Efeito sombra, Ação bacteriostática e Proteção UV FPS 20.

Com design inteligente e versátil é a opção ideal para acompanhar você em atividades físicas, práticas esportivas, viagens e ou momentos de lazer.
Seguindo o bem-sucedido conceito Easy-Care, as peças X-Sensor™ Base Layer são fáceis de lavar, tem secagem rápida e não necessitam ser passadas, economizando recursos naturais e seu precioso tempo.
http://www.ceroula.com.br/segunda-pele-calca-x-sensor-if-solo-feminina~193~114~45~ponta-de-estoque~solo-x-sensor-ifUma solução completa e funcional para os dias mais quentes.

O efeito sombra



Em dias de temperatura elevada e sob a exposição direta aos raios solares, nosso corpo tende a gerar mais calor e, consequentemente, acaba transpirando em excesso. Além da sensação de desconforto, o organismo pode sofrer com a perda de nutrientes vitais para o bem-estar.
Com o exclusivo efeito sombra, proteção e equilíbrio térmico se aliam para tornar sua atividade muito mais agradável, através de duas tecnologias complementares:

O tratamento Nano Aqua Chem (NAC) é aplicado ao tecido e forma uma barreira que reflete e dispersa os raios infravermelhos - responsáveis pela sensação de calor - reduzindo até 2 graus da temperatura superficial da pele.

O Xilitol, uma substância natural, possui um princípio ativo que, ao entrar em contato com a umidade da pele, reduz a temperatura superficial em até 1 grau, proporcionando uma agradável sensação de frescor.






Proteção UV – FPS 20



Sua construção apresenta nanopartículas de dióxido de titânio que bloqueiam entre 93.3% e 95.9% dos raios ultravioleta, garantindo proteção solar fator 20.


Ação bacteriostática




O tecido também conta com tratamento bacteriostático, constituído por nanopartículas de prata que evitam a proliferação das bactérias responsáveis pelo odor do suor, e permitem a utilização do produto por mais vezes entre as lavagens.

Underwear

Roupas inteligentes são indispensáveis para acompanhar o ritmo das suas atividades, de maneira prática e higiênica. Pensando em oferecer uma nova opção inovadora em bem-estar e praticidade, a SOLO® desenvolveu o X-Sensor™ Underwear, que alia tecnologia avançada a uma construção diferenciada, para garantir mais funcionalidade e proteção em diferentes ocasiões. Sua estrutura leve e versátil promove o conforto durante caminhadas, corridas, práticas esportivas, viagens, passeios de moto ou até mesmo em situações do cotidiano urbano. Seguindo o bem-sucedido conceito Easy-Care, as peças X-Sensor™ Underwear são fáceis de lavar, tem secagem rápida e não necessitam ser passadas, economizando recursos naturais e seu precioso tempo.


Áreas de conforto



O inovador conceito prioriza a construção estratégica da peça, que apresenta texturas diferenciadas para beneficiar áreas específicas promovendo ajuste adequado, ventilação em zonas críticas e estabilidade.





Seamless



Livres de costuras laterais, as peças reduzem o atrito com a pele, proporcionando uma atividade muito mais confortável.

Ação bacteriostática



O exclusivo acabamento em micropartículas de prata Pure by Heiq evita a proliferação das bactérias responsáveis pelo odor do suor, e permite a utilização do produto por mais vezes entre as lavagens.






sexta-feira, 18 de julho de 2014

O que usar no frio e na neve?

Quando vamos para uma aventura onde as temperaturas baixas e muitas vezes negativas, saber o que vestir é fundamental. Se manter aquecido e com a pele seca durante uma atividade física garante o sucesso da conquista e a integridade das condições de saúde.

Picos de montanhas, geleiras, esqui, snowboard, aurora boreal, trekings, motociclismo...o que não faltam são ideias de aventuras ao ar livre em locais em que frequentemente temos neve como companheira.

Então preparamos um esquema especial com dicas e indicações de produtos que vão fazer você render mais na aventura sem se preocupar em passar frio.

Vamos montar o guarda-roupa?

Primeiro, você que que ter uma segunda pele (também chamada de underwear). Estas peças costumam ser justas no corpo, agarradas mesmo, e vão por baixo de todas as outras. Elas deixam o calor do corpo bem pertinho de você, através de um tecidos que permitem a transferência de umidade, ou seja, a vazão da transpiração e o isolamento térmico. 

Calças, luvas, camisetas e meias compõe o kit completo para esta primeira etapa.

http://www.ceroula.com.br/86_luva_acessorios_43http://www.ceroula.com.br/39_----ceroulas

http://www.ceroula.com.br/95_meia-adulto_acessorios_43http://www.ceroula.com.br/40_--camisetas


Continuando...

Por cima dos underweares, usamos mais uma camada de blusas e casacos bem quentinhos, feitos de um tecido chamado Fleece, que é um tecido parecido com uma 'flanela' (falando a grosso modo), com várias gramaturas diferentes inclusive (as gramaturas vão de 100 até 500). O bom é escolher uma que se adeque a temperatura onde você vai estar imerso. Outro detalhe ótimo é que é um agasalho super leve, e de alta compressibilidade (falando em português claro, pode ser bem socado na mochila que vai ocupar muito pouco espaço). 

As calças que são usadas aqui devem ser mais largas, para permitir a amplitude de movimentos das pernas. Procurar calças com tecido impermeável e/ou tecido fleece.

Para quase terminar a saga da proteção têxtil:

Anoraks. Ou jaquetas. Eles são os que vão defender você do vento e da chuva. Aí começa a guerra, porque a sensação térmica é diretamente proporcional as quanto o vento consegue roubar calor de você. Então aqui eles tem que ser impermeáveis. E tem que ser transpiráveis, porque com o movimento do exercício, você transpira e se não for canalizada esta transpiração, acaba umedecendo as roupas de baixo e perdendo calor.


http://www.ceroula.com.br/52_-jaquetashttp://www.ceroula.com.br/52_-jaquetas


Quase terminando! Luvas, cachecóis, gorros, bala claves, head bands.... 

http://www.ceroula.com.br/gorro-snow-thermarator-columbia~308~144~43~acessorios~gorro-adultoFrio nos pés? Coloque um gorro! Parece que não tem nada a ver mais tem tudo. A cabeça é responsável pela perda de mais de 50% do calor corporal. Usar gorros é essencial. Tem quem goste de lã, e tem quem prefira os de fleece. Vale também usar o chapéu de abas largas para proteger do sol.

Para as mãos, é sempre bom ter duas luvas, uma underwear, que facilita no manuseio das coisas e uma mais grossa de primeira camada. As mãos são em geral a parte mais esfolada de todas as aventuras. Elas que entram em contato com cordas úmidas e rochas idem. Quando mais grossa uma luva, mais quentinha ela é. Mas fica mais difícil de pegar e manobrar as coisas.

Cachecol protege não só o pescoço, mas como a garganta. O head band é excelente para proteger os ouvidos, e se você é do tió que se incomoda com a ponta no nariz gelado, por que não uma balaclava?


http://www.ceroula.com.br/balaclava-thermoskin-curtlo~329~136~43~acessorios~balaclavahttp://www.ceroula.com.br/84_cachecol_acessorios_43


http://www.ceroula.com.br/88_head-band_acessorios_43http://www.ceroula.com.br/86_luva_acessorios_43

Basicamente é isso. Alguém contou quantas vezes colocamos aqui a palavra 'impermeável'? hehehehe, pois é. Montanha é sinônimo de impermeabilidade. Gore-tex e fleece são reis e rainhas, já algodão é um tipo de tecido que se deve evitar. 


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Livros sobre montanhas e montanhismo


       Jon Krakauer é um montanhista norte-americano e também jornalista, o que o torno incomparável ao escrever sobre montanhas. A riqueza de detalhes que estão em seus livros são ao mesmo tempo instigantes e instrutivas. Instigantes porque você lê e fica querendo ler mais e mais pra ver como termina. Instrutivas porque ele explica com muita propriedade o beabá sobre equipamentos, histórias do montanhismo, conceitos da geologia (como agrimensura) e etc. Não é a toa que seus livros ganharam notoriedade, principalmente após a adaptação para o cinema do 'Na Natureza Selvagem'.

SOBRE HOMENS E MONTANHAS - Jon Krakauer

Você sabia que é possível escalar cachoeiras? Sabia que o monte McKinley, no Alasca, o maior dos Estados Unidos, possui um dos ambientes mais inóspitos do planeta e que mesmo assim cerca de trezentas pessoas o escalam a cada ano? Você sabe qual é a segunda maior montanha do mundo? E sabe que ela é bem mais difícil de ser escalada do que o Everest? Por que tantas pessoas arriscam a vida nas paredes de gelo e rocha?

Nessa coletânea de artigos e reportagens sobre aventuras vividas ao redor do mundo, do Himalaia ao Alasca, Jon Krakauer
, mostra homens e mulheres que enfrentam paredes de gelo e rocha por todo o planeta, revela o que eles fazem, como sobrevivem e o que os motiva.


NO AR RAREFEITO – Jon Krakauer

O livro é fascinante. Lê-se de um fôlego só. A narrativa é detalhista e comovente, um livro muito bem escrito e com uma bela tradução.Durante a primeira metade do livro, Krakauer se preocupa em fazer as devidas introduções sobre as condições nas quais se realizam as expedições ao Everest. Aqui também cabe a apresentação dos alpinistas que participaram da expedição de 1996, e que de alguma forma se envolveram na tragédia.

Somente na metade do livro, após o leitor se sentir dentro de um emaranhado de vidas aleatórias, é que a história que realmente interessa começa a se desen
rolar. Passo a passo, cada vez com menos oxigênio, cada um dos personagens começa a se aproximar do seu objetivo: atingir o ponto mais alto do planeta. Mas, como se pode imaginar, longe de ser a linda e perfeita realização de um sonho de cada um, as expedições se transformam em um drama sem igual, onde a vida e a morte passam a conviver em um mesmo ambiente.

SETE PICOS – Dick Bass e Frank Wells

Frank Wells era o presidente de um grande estúdio de cinema, Warner Brothers. Dick Bass é um multimilionário empresário. Na meia-idade, ambos deixaram o lar, a família e os negócios bem-sucedidos para realizar um sonho impossível: serem os primeiros a escalar a montanha mais alta de cada um dos sete continentes, do McKinley ao Everest. Os obstáculos eram muitos e implacáveis, desde nevascas até doenças e um problema de medição que ameaçou transformar a expedição quebra-recordes em impostura. A recompensa: o puro e emocionante triunfo de ficar de pé no topo de cada continente da Terra.


TUDO PELO EVEREST – Waldemar Niclevicz

Nosso alpinista paranaense já é autor de 6 livros sobre montanhismo.
"Tudo pelo Everest" é seu primeiro livro, e também o único que está esgotado nas livrarias, o que torna a sua caçada mais interessante, a possibilidade de garimpar por sebos virtuais ou físicos.

Niclevicz faz um relato emocionante da saga em sua primeira tentativa de escalar a maior montanha do mundo. Conta os preparativos para a viagem, as buscas por patrocínio, a geografia e os costumes do Himalaia, e a superação de seus próprios limites tentando ser o primeiro brasileiro a pisar no cume da montanha mais alta do mundo. O livro também conta com fotos (lindas) da ascensão ao cume.

Para ver os outros livros que Niclevicz escreveu, clique aqui.


Em agosto deste ano (2014) será lançada uma autobiografia fotográfica de Waldemar Niclevicz, em um belo livro de grande formato com imagens de todas as suas escaladas.

ANNAPURNA – Maurice Herzog

Lançado em 1951, este clássico da aventura relata uma das expedições mais dramáticas já vividas na montanha. Impossibilitado de escrever, seu autor ditou-o na cama do hospital onde se recuperava dos danos físicos sofridos durante a escalada.

No dia 3 de junho de 1950 o francês Maurice Herzog - o líder da expedição - e seu companheiro de equipe Louis Lachenal alcançaram o topo do monte Annapurna, no Himalaia, tornando-se os primeiros a conquistar uma das catorze montanhas de mais de 8 mil metros do mundo. O feito se concretizou depois de meses de esforço para estabelecer a rota de ataque, numa região ainda não mapeada, sob imensas dificuldades técnicas e no limite de tempo estabelecido pela chegada da monção, prevista para os primeiros dias de junho: seria preciso abandonar a montanha antes que ela chegasse, com seus ventos fortíssimos e suas chuvas diluvianas.

Desde a travessia do sul do Nepal e da conquista do cume até a volta penosa e a euforia da recepção aos heróis, a narrativa de Herzog é de tirar o fôlego e mostra por que a conquista do Annapurna se tornou uma epopéia contemporânea.


AVENTURA NO TOPO DA ÁFRICA – Airton Ortiz

aventura no topo da africaPrimeiro livro de Airton Ortiz. Em 1999, com 42 anos, o jornalista gaúcho decidiu ampliar seus horizontes e escalar a mais alta montanha da África, o Kilimanjaro, entre a Tanzânia e o Quênia. A viagem começou na África do Sul, atravessou Moçambique e terminou na Tanzânia, no topo do “Kili”. Uma seqüência de infortúnios e o enorme choque cultural transformaram a viagem numa pequena aventura.

O relato desta viagem e da escalada do Kilimanjaro é bem diferente dos livros padrão de narrativas de alta montanha. Primeiro, porque o Kilimanjaro, com seus 5.895 m, é mais baixo que muita montanha aqui na Cordilheira dos Andes e praticamente sem gelo ou neve. Na verdade, escalar o Kilimanjaro é uma caminhada árdua, não muito mais que isso. Segundo, porque Ortiz não é esportista ou montanhista profissional, o que torna a narrativa mais interessante.


O talento do novo montanhista foi também colocado em palavras no excelente NA ESTRADA DO EVEREST.

Partindo de Katmandu no Nepal, Ortiz narra sua jornada com muito suspense e ação pelas trilhas de conduzem ao pé do Everest. 

O CAMINHO DO GUERREIRO DA ROCHA - Arno Ilgner


“Ler O Caminho do Guerreiro da Rocha me faz lembrar o meu passado. Ele contém muitas das técnicas que utilizei ao ganhar confiança para participar de competições. Este livro ajudará os escaladores a aumentar o seu nível de poder sem nenhum treinamento adicional.” Robyn Erbesfield (quatro vezes vencedora do campeonato mundial de escalada esportiva)Os manuais de escalada não costumam falar muito sobre treinamento mental, apesar de ser um fator de rendimento tão importante como a força, flexibilidade ou a técnica. ARNO ILGNER aproveita algumas das ideias essenciais da antiga tradição do Caminho do Guerreiro e da psicologia moderna do esporte para fazer neste livro um quadro sem igual sobre o treinamento mental.


MONTANHAS DO MARUMBI - Nelson Luiz Penteado Alves

Livro As Montanhas do Marumbi  da editora Nelson Luiz Penteado ALves
Motivo de orgulho para todo paranaense, o Marumbi é sem dúvida um dos símbolos do montanhismo do estado do Paraná.

Reza a lenda de que o paranaense que nunca foi ao Marumbi é um montanhista incompleto. Por conta desta paixão o autor Nelson Luiz Penteado Alves elaborou com muito carinho o livro “As Montanhas do Marumbi”.

Com uma preocupação singular com o produto final Alves teve como produto final um livro que pode ser considerado como referência para quem deseja saber mais sobre a história do lugar. Com muitos dados e uma quantidade de fotos impressionante é um livro agradável de ler e para quem se considera “Marumbinista” obrigatório ter em sua estante.


quinta-feira, 26 de junho de 2014

Passeio de trem pela Serra do Mar - Dica

Dica especial para os turistas que estão neste final de semana em Curitiba, que procuram uma interação maior com a natureza próxima a Curitiba, é o viagem de trem pela Serra do Mar.

O passeio é espetacular. São mais de 100Km por dentro de uma das áreas de Mata Atlântica mais preservadas do país. Descer a Serra do Mar por ele é passar por inúmeros túneis cavados nas rochas pelo homem, ver rios que serpenteiam pelos vales e encontram a ferrovia, passar por represas e usinas com visual intrigante, paredões de pedras intocados além de pontes de ferro com arquitetura antiga erguidas sob precipícios que gelam a espinha de olhar pra baixo. Flores, muitas flores brindam os olhos da janela do trem: bromélias, hortências, manacás da serra entre diversas orquídeas que são encontradas em seu habita natural.
Outra curiosidade também são as construções abandonadas ao longo da rodovia. Algumas foram erguidas durante a construção da mesma, e eram abrigo para os operários e equipamentos. Outra muito curiosa, é a Casa Ipiranga, uma das casas de verão do Dom Pedro II. Ver a casa de um rei em ruínas pode ser impactante para alguns. Nesta parte do caminho a trilha colonial do Caminho do Itupava é pode ser sentida da janela do trem. 






A viagem dura, em média, três horas. A dica é ir com roupas leves. Pois, a medida que o trem desce a Serra do Mar, em direção ao litoral, o clima vai esquentando. 
Um pouco da História da Ferrovia


A construção da ferrovia começou oficialmente em fevereiro de 1880. Considerada impraticável por inúmeros engenheiros europeus à época, a obra teve início em três frentes simultâneas: entre Paranaguá e Morretes (42 km), entre Morretes e Roça Nova (38 km) e entre Roça Nova e Curitiba (30 km).

O objetivo era estreitar a relação entre as cidades do litoral paranaense e a capital do estado, com vistas ao desenvolvimento social do litoral. Além disso, era imprescindível ligar o Porto de Paranaguá aos estados do Sul do Brasil, para que se desse vazão à produção de grãos dos estados e, dessa forma, garantir apoio ao desenvolvimento econômico da região.

Para a obra, foram recrutados mais de 9.000 homens, que ganhavam entre dois e três mil réis por jornada. A maioria deles vivia em Curitiba ou no litoral, e era composta de imigrantes que trabalhavam na lavoura. Mais da metade desses homens faleceu durante a construção da ferrovia, frente às condições precárias de segurança.

O esforço e ousadia de trabalhadores braçais, engenheiros e outros profissionais resultou numa das mais ousadas obras da engenharia mundial. Depois de cinco anos, a ferrovia foi inaugurada em 02 de fevereiro de 1885. Participaram da primeira viagem engenheiros, autoridades federais e locais, jornalistas e outros convidados. A viagem entre Paranaguá e Curitiba durou nove horas: ao chegar à Capital, mais de 5.000 pessoas aguardavam o trem.

Em seus cento e dez quilômetros de extensão, a ferrovia guarda centenas de obras de arte da engenharia: são 14 túneis, 30 pontes e inúmeros viadutos de grande vão. Destacam-se a Ponte São João, com 55 metros de altura, e o Viaduto Carvalho, ligado ao Túnel do Rochedo, assentado sobre cinco pilares de alvenaria na encosta da rocha - a passagem por esse trecho provoca a sensação de uma viagem pelo ar, como se o trem estivesse flutuando. Foi a primeira obra com essas características a ser construída no mundo. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

12 Ideias criativas e baratas para entreter as crianças nas férias escolares

Todo ano é sempre igual. Meio e final de ano a criançada estará em férias, aprontando tudo e mais um pouco dentro de casa. Que tal algumas ideias criativas e de bem baixo custo pra entreter os pequenos estimulando a criatividade? 

Nada do que está aqui é difícil de fazer, nem requer grandes gastos. O que se tem em casa já está ótimo, e podem render horas de brincadeira ;)

 1 – Esponjas viram brinquedos de construir
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2 – Ping-pong de balão requer pratos descartáveis e palito de picolé




3 – Elas vão se divertir criando estampas em camisetas com giz de cera
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4 – Para as Olimpíadas da Pipoca você só precisa de pipoca e canudo para que a corrida comece!
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5 – Uma caixa antiga pode virar escorregador

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6 – Não pode ir acampar em algum lugar? Deixa-as que façam isso em casa
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7 – Utilize fita tape para construir ótimas estradas no chão de casa. Brincar de carrinho vai ser mais divertido
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8 – Divida um macarrão de piscina em dois para formar uma pista de corrida de bolas de gude
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9 – Também servem como obstáculos no quintal
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10 – Eles podem se entreter até com um rolo de papel toalha na parede
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11 – Uma lona velha pode dar lugar a uma competição de arremesso
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12 – Crie um obstáculo digno de “Missão Impossível” utilizando fios e elas ficarão entretidas por horas!
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Gostaram das dicas?

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Diferença entre alpinismo e montanhismo

A palavra montanhismo é usada para expressar a atividade de subir montanhas desenvolvendo as técnicas da caminhada, escaladas ou acampamentos. A prática é adotada nas regiões montanhosas próximas ou não as áreas urbanas. Sem esforços físicos demasiados ou equipamentos específicos, a atividade atrai um grande número de pessoas pela possibilidade de contato com a natureza, pela possibilidade de confrontar-se com sigo mesmo, suas próprios limites e superações, pelo visual das brumas, estepes, pradarias e matas ao entorno. As pessoas que praticam montanhismo têm a oportunidade única de entrar em contacto com a essência e a força da natureza, de atravessar rios e descobrir cachoeiras, de dormir sob um céu estrelado. Todos estes condimentos permitem ao homem viver experiências que enriquecem o espírito e marcam a memória. 

Segundo Gomes Teixeira, no livro "Santuários de Montanha: Impressões de Viagens" (1926): “o montanhismo dá saúde ao corpo; instrução ao corpo e saúde à alma”.



O alpinismo é uma atividade que se desenvolve na alta montanha, acima dos 2500 m, que exige um condicionamento físico muito elevado e equipamento apropriado, como por exemplo equipamento para escalada (cordas, capacete, mosquetão, costuras, sapato apropriado para o material da escalada - rocha ou gelo), barraca resistente ao vento e baixas temperaturas, roupas e jaquetas apropriadas, cilindros de oxigênio.

O alpinismo é muito mais complexo que o montanhismo devido a necessidade não só do preparo físico, mas do conhecimento em meteorologia, orientação e primeiros socorros. 
Por ser realizada em um meio hostil (em montanhas acima dos 5 mil metros de altitude o risco de edema cerebral devido a falta de oxigênio é uma realidade).

Com a evolução dos atletas e dos equipamentos para alta montanha, hoje o alpinismo pode ser ramificado em duas modalidades: a escalada em gelo e as ascensões em montanha. 

A escalada em gelo é uma ramificação extrema da escalada convencional, só pode ser praticada em locais polares e em poucos meses do ano por motivos óbvios, o inverno chega e congela as cascatas, formando uma rígida estrutura de gelo que possibilita 
a ancoragem e a ascensão.